O Rondel é um poema de estrutura rígida, composto sempre por duas quadras e uma quintilha, de modo que os dois primeiros versos da primeira quadra repitam-se no final da segunda, e o primeiro verso da primeira quadra feche a quintilha e, conseqüentemente, o poema. As rimas devem seguir, também, uma estrutura fixa, do tipo ABAB BAAB ABABA, mas a métrica é livre (o dicionário Houaiss diz: “(...) sem esquema fixo de rima ou de metro”.

Quanto às suas origens, remontam ao período medieval. O rondel possui uma clara semelhança com a “bailada” galego-portuguesa e com a balada provençal, ambas medievais. Especula-se, ainda, sobre sua possível origem latino-medieval, dada a existência de rondéis latinos, e também se tem pensado que se trata de forma popular adaptada às modas da corte.

É um termo também usado na música clássica (rondó) e designa um movimento no qual um tema é repetido periodicamente, com ou sem modificações, no padrão A B A C A D, etc., onde A é o tema recorrente e B,C,D, etc.são temas ou desenvolvimentos diversos.

 

Fonte da teoria: http://descansodasletras.forumeiros.com/t23-rondel-com-temas-pre-de...

Exemplo:

OS VERSOS QUE FAÇO

 

“Os versos que faço são como uma vela            (A)
Navego a buscar-te, num mar de ilusões.”        (B)

Entrego-te os sonhos, divina aquarela,              (A)

Oh, doce encanto de minhas visões.                   (B)

 

Sussurro oculto nas minhas feições,                   (B)

Esconde o que a alma no íntimo apela.               (A)

Os versos que faço são como uma vela,                (A)
Navego a buscar-te, num mar de ilusões.          (B)

 

No manto sagrado das minhas razões,              (A)

De pé te aguada minha sentinela.                       (B)

Fazendo contritas suas rogações,                       (A)

Em rio penitente de grande procela,                   (B)

Navego a buscar-te, num mar de ilusões.           (A)


                                                                      (Edith Lobato)

A Proposta é compor o rondel com o mote deixado e deixar outro mote para quem desejar se arriscar. Vou deixar o primeiro mote.

Nota Importante: Toda composição de rondel nesse estilo haverá um autor e um co-autor, portanto, na publicação devemos dá os creditos do mote.

 

Por teu amor o sonho me agiganta,

E a esperança em meu peito arde.

 

 


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POR TEU AMOR

Por teu amor o sonho me agiganta,

E a esperança em meu peito arde.

Eu trago preso um grito na garganta,

Que dentro em mim sufoca e faz  alarde.

 

E todo dia quando chega à tarde,

Coração chora e sinto que até canta.

Por teu amor o sonho me agiganta,

E a esperança em meu peito arde.

 

Tua saudade em minh’alma é tanta!

E é bem maior chegando a sobretarde,

Quando a primeira estrela se levanta,

E mais um dia vejo que se evade.

Por teu amor o sonho me agiganta!

 

                                             Edith Lobato

Próximo Mote:

Oh, vem amor calar este meu pranto,

Que me agoniza o peito em demasia.

OH, VEM AMOR

Oh, vem amor calar este meu pranto,
Que me agoniza o peito em demasia.
Vem devolver a paz para o meu canto
Vem me trazer um pouco de alegria!

É que por ti tenho chorado tanto
Que definhando estou na letargia!
Oh, vem amor calar este meu pranto,
Que me agoniza o peito em demasia.

Pois eu preciso de teu acalanto
Mais que o cego de ver a luz do dia,
Por isso choro esse desencanto
Nos tristes versos de minha poesia.
Oh, vem amor calar este meu pranto!...

                                   Jaime Adilton

Próximo Mote:

Vou curar de meu peito a saudade

E fazer, sob a lua, serenata!

DIANTE DA LUA

 
 “Vou curar de meu peito a saudade,       (A)

E fazer, sob a lua, serenata!”                   (B)

Pra contar para as estrelas a verdade,          (A)

Que a saudade é, de fato, dor ingrata.          (B)

 

Mas também é sentir que arrebata,              (B)

Alma, corpo, coração a tudo invade.             (A)

Vou curar de meu peito a saudade,         (A)

E fazer, sob a lua, serenata!                     (B)   

 

Seja lá por amor ou amizade,                     (A)

Entra em nós, forma rios e cascata.            (B)

E para não viver, assim, sem vontade,         (A)

Na beleza in natura e a luz de prata            (B)

“Vou curar de meu peito a saudade”!     (A)

 

                                             Edith Lobato

 

Mote do poeta: JAIME ADILTON

 

Próximo Mote:

 

Oh, musa de meu mundo encantado!

Clausura desta alma combalida.

PRISÃO DO MEU AMOR

Oh, musa de meu mundo encantado!

Clausura desta alma combalida,

Quem dera ser o teu eterno amado,

E que desses plena acolhida

 

Ao meu amor! Mas é luta perdida

Atingir teu coração fechado.

Oh, musa de meu mundo encantado!

Clausura desta alma combalida.

 

Tu és o meu sonho acordado

És a rima de minh'alma entristecida

Por isso hei de seguir meu fado:

Louvar-te por toda a minha vida,

Oh, musa de meu mundo encantado!

 

                                            Jaime Adilton

 

              Mote da poetisa: EDITH LOBATO

 

Próximo Mote:

 

Buscando a ternura de teu nome

Sob o esplendor da lua cheia.

 

PROCURA

Buscando a ternura de teu nome,

sob o esplendor da lua cheia.

Eu escrevi teu sobrenome,

na morna e fina branca areia.

 

 O sangue congelou na veia!

Eu tinha sede tinha fome,

buscando a ternura de teu nome,

Sob o esplendor da lua cheia.

 

E vindo o anjo, disse, tome,

refaça as forças com essa ceia.

Porém com amor que me consome,

seguir na rota que ondeia,

Buscando a ternura de teu nome.

                                      Edith Lobato

 

Mote do poeta  Jaime Adailton

 

Próximo Mote:

Abraça-me com teu olhar, primeiro,

e beija-me com a alma e o coração.

 

INEFÁVEL DESEJO

Abraça-me com teu olhar, primeiro,

E beija-me com a alma e o coração.

Pois não há sentimento verdadeiro

Que não se curve a essa constatação:

 

É bom que o ser vibre de emoção,

Envolvido em carícias por inteiro.

Abraça-me com teu olhar, primeiro,

E beija-me com a alma e o coração.

 

E depois... de janeiro a janeiro,

Dá-me de teu amor a floração

Pois quero impregnar-me de teu cheiro...

Mas, sobretudo, essa satisfação:

Abraça-me com teu olhar, primeiro!

 

                                     Jaime Adilton

 

Mote da poetisa Edith Lobato

 

Próximo mote:

Eu preciso de carinho e ternura

Pra poder, de verdade, ser feliz.

 

DESEJO


Eu preciso de carinho e ternura,

pra poder, de verdade, ser feliz.

Pois nos trilhos dessa vida de agrura,

só colhi apenas ais e cicatriz.

 

Faço planos, mas a vida contradiz,

e me leva aos portais da desventura.

Eu preciso de carinho e ternura,

Pra poder, de verdade, ser feliz.

 

Descansar no amor e paz, minha jura!

Bendizer os dias meus como aprendiz,

Porque sei a vida é breve, não perdura,

e um dia serei pó igual ao giz.

Eu preciso de carinho e ternura!

 

                                         Edith Lobato

 

Mote do poeta Jaime Adailton

 

Próximo mote:

Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!

Mais adiante uma rolinha arrotou:

CÚMPLICES DA MINHA SOLIDÃO
                                                     

Mote:
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Edith Maria Lobato

 

Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Ele me viu, sofrendo, chorar por ti,
E a rolinha, que você me desprezou!

Desde então, atordoado, não sei quem sou
E sinto falta de teu carinho aqui.
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou.

Arrotou as mágoas que, então, senti
Quando meu bem simplesmente me deixou.
Sem prazeres achei-me, porque morri,
A minha Amada sem dó me abandonou...
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!

Jayme Lorenzini García

 

Próximo mote:

Bem-te-vi bem que viu o meu amor
Esvair-se em tristeza e solidão.

Mote:

Bem-te-vi bem que viu o meu amor
Esvair-se em tristeza e solidão.

Jayme Lorenzini García

SOFRIMENTO


Bem-te-vi bem que viu o meu amor,

Esvair-se em tristeza e solidão.

Viu meu peito trespassado pela dor,

E tentou consolar meu coração.

 

Mas que jeito, nem o canto da canção,

Fez com que se esvaísse esse olor.

Bem-te-vi bem que viu o meu amor,

Esvair-se em tristeza e solidão.

 

E ouvindo todo dia meu clamor,

Esvoaçou pelas nuvens de algodão,

À procura da mais linda e bela flor,

Pra varrer de minh’alma a aflição.

Bem-te-vi bem que viu o meu amor!

                                        Edith Lobato

 

Próximo Mote:

Dancei nessa noite a valsa dos anjos,

Um hino bonito que sai lá do imo.

 



 

DANÇA DA FELICIDADE 

Mote:

Dancei nessa noite a valsa dos anjos,
Um hino bonito que sai lá do imo.
Edith Maria Lobato

Dancei nessa noite a valsa dos anjos,

Um hino bonito que sai lá do imo.

Oh! Que melodia! Que belos arranjos!

Que música suave feita com todo o mimo!

 

Partitura poética de precioso arrimo

Que dos lábios inefáveis sai dos arcanjos!

Dancei nessa noite a valsa dos anjos,

Um hino bonito que sai lá do imo.

 

Sinfonia completa, orquestra de banjos

Que inunda a minh'alma e então me aproximo

Dos seres celestes, e esqueço os macanjos!

Da felicidade me encontro no cimo:

Dancei nessa noite a valsa dos anjos!

                                                            Jayme Lorenzini García

             Próximo mote:

            Sofri por amor, mas meu pranto secou-se

            Nas íngrimes margens da desilusão!

Mote:

Sofri por amor, mas meu pranto secou-se
Nas íngrimes margens da desilusão!
Jayme Lorenzini García

 

 

DESILUSÃO


Sofri por amor, mas meu pranto secou-se,

nas íngremes margens da desilusão!

Amargo meu peito de dor exilou-se,

nas grutas profundas da vil solidão.

 

Tornei-me rascunho, mera ficção,

e apenas tristezas o tempo me trouxe.

Sofri por amor, mas meu pranto secou-se,

nas íngremes margens da desilusão!

 

De todo esse amor que era tão doce,

ficaram lembranças caídas ao chão.

Mas a poesia não congelou-se

E nascem em versos do meu coração.

Sofri por amor, mas meu pranto secou-se!

 

                                      Edith Lobato

Próximo mote:

Em quietude a noite em paz descansa,

Mas de repente a brisa se transforma.

 

Mote:

Em quietude a noite em paz descansa,

Mas de repente a brisa se transforma.

Edith Maria Lobato

 

Em quietude a noite em paz descansa,

Mas de repente a brisa se transforma

Para envolver o teu corpo numa dança

Sensualíssima que desafia a norma

 

Da sociedade que, por contraforma,

Quer, de ti, esquivar-se com trigança.

Em quietude a noite em paz descansa,

Mas de repente a brisa se transforma!

 

É que vens vindo, faceira, com pujança,

Transtornando de vez a boa norma

Pois até onde o humano olhar alcança

Tua brejeirice está na plataforma...

Em quietude a noite em paz descansa!

 

Pedro Paulo Barreto de Lima

 

Próximo mote:

 

Vou tecer à Lua Cheia

Belos versos de amor!

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