Bem Vindo ao Beco dos Poetas !!!
Fonte da teoria: http://descansodasletras.forumeiros.com/t23-rondel-com-temas-pre-de...
Exemplo:
OS VERSOS QUE FAÇO
“Os versos que faço são como uma vela (A)
Navego a buscar-te, num mar de ilusões.” (B)
Entrego-te os sonhos, divina aquarela, (A)
Oh, doce encanto de minhas visões. (B)
Sussurro oculto nas minhas feições, (B)
Esconde o que a alma no íntimo apela. (A)
Os versos que faço são como uma vela, (A)
Navego a buscar-te, num mar de ilusões. (B)
No manto sagrado das minhas razões, (A)
De pé te aguada minha sentinela. (B)
Fazendo contritas suas rogações, (A)
Em rio penitente de grande procela, (B)
Navego a buscar-te, num mar de ilusões. (A)
(Edith Lobato)
A Proposta é compor o rondel com o mote deixado e deixar outro mote para quem desejar se arriscar. Vou deixar o primeiro mote.
Nota Importante: Toda composição de rondel nesse estilo haverá um autor e um co-autor, portanto, na publicação devemos dá os creditos do mote.
Por teu amor o sonho me agiganta,
E a esperança em meu peito arde.
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POR TEU AMOR
Por teu amor o sonho me agiganta,
E a esperança em meu peito arde.
Eu trago preso um grito na garganta,
Que dentro em mim sufoca e faz alarde.
E todo dia quando chega à tarde,
Coração chora e sinto que até canta.
Por teu amor o sonho me agiganta,
E a esperança em meu peito arde.
Tua saudade em minh’alma é tanta!
E é bem maior chegando a sobretarde,
Quando a primeira estrela se levanta,
E mais um dia vejo que se evade.
Por teu amor o sonho me agiganta!
Edith Lobato
Próximo Mote:
Oh, vem amor calar este meu pranto,
Que me agoniza o peito em demasia.
OH, VEM AMOR
Oh, vem amor calar este meu pranto,
Que me agoniza o peito em demasia.
Vem devolver a paz para o meu canto
Vem me trazer um pouco de alegria!
É que por ti tenho chorado tanto
Que definhando estou na letargia!
Oh, vem amor calar este meu pranto,
Que me agoniza o peito em demasia.
Pois eu preciso de teu acalanto
Mais que o cego de ver a luz do dia,
Por isso choro esse desencanto
Nos tristes versos de minha poesia.
Oh, vem amor calar este meu pranto!...
Jaime Adilton
Próximo Mote:
Vou curar de meu peito a saudade
E fazer, sob a lua, serenata!
DIANTE DA LUA
“Vou curar de meu peito a saudade, (A)
E fazer, sob a lua, serenata!” (B)
Pra contar para as estrelas a verdade, (A)
Que a saudade é, de fato, dor ingrata. (B)
Mas também é sentir que arrebata, (B)
Alma, corpo, coração a tudo invade. (A)
Vou curar de meu peito a saudade, (A)
E fazer, sob a lua, serenata! (B)
Seja lá por amor ou amizade, (A)
Entra em nós, forma rios e cascata. (B)
E para não viver, assim, sem vontade, (A)
Na beleza in natura e a luz de prata (B)
“Vou curar de meu peito a saudade”! (A)
Edith Lobato
Mote do poeta: JAIME ADILTON
Próximo Mote:
Oh, musa de meu mundo encantado!
Clausura desta alma combalida.
PRISÃO DO MEU AMOR
Oh, musa de meu mundo encantado!
Clausura desta alma combalida,
Quem dera ser o teu eterno amado,
E que desses plena acolhida
Ao meu amor! Mas é luta perdida
Atingir teu coração fechado.
Oh, musa de meu mundo encantado!
Clausura desta alma combalida.
Tu és o meu sonho acordado
És a rima de minh'alma entristecida
Por isso hei de seguir meu fado:
Louvar-te por toda a minha vida,
Oh, musa de meu mundo encantado!
Jaime Adilton
Mote da poetisa: EDITH LOBATO
Próximo Mote:
Buscando a ternura de teu nome
Sob o esplendor da lua cheia.
PROCURA
Buscando a ternura de teu nome,
sob o esplendor da lua cheia.
Eu escrevi teu sobrenome,
na morna e fina branca areia.
O sangue congelou na veia!
Eu tinha sede tinha fome,
buscando a ternura de teu nome,
Sob o esplendor da lua cheia.
E vindo o anjo, disse, tome,
refaça as forças com essa ceia.
Porém com amor que me consome,
seguir na rota que ondeia,
Buscando a ternura de teu nome.
Edith Lobato
Mote do poeta Jaime Adailton
Próximo Mote:
Abraça-me com teu olhar, primeiro,
e beija-me com a alma e o coração.
INEFÁVEL DESEJO
Abraça-me com teu olhar, primeiro,
E beija-me com a alma e o coração.
Pois não há sentimento verdadeiro
Que não se curve a essa constatação:
É bom que o ser vibre de emoção,
Envolvido em carícias por inteiro.
Abraça-me com teu olhar, primeiro,
E beija-me com a alma e o coração.
E depois... de janeiro a janeiro,
Dá-me de teu amor a floração
Pois quero impregnar-me de teu cheiro...
Mas, sobretudo, essa satisfação:
Abraça-me com teu olhar, primeiro!
Jaime Adilton
Mote da poetisa Edith Lobato
Próximo mote:
Eu preciso de carinho e ternura
Pra poder, de verdade, ser feliz.
DESEJO
Eu preciso de carinho e ternura,
pra poder, de verdade, ser feliz.
Pois nos trilhos dessa vida de agrura,
só colhi apenas ais e cicatriz.
Faço planos, mas a vida contradiz,
e me leva aos portais da desventura.
Eu preciso de carinho e ternura,
Pra poder, de verdade, ser feliz.
Descansar no amor e paz, minha jura!
Bendizer os dias meus como aprendiz,
Porque sei a vida é breve, não perdura,
e um dia serei pó igual ao giz.
Eu preciso de carinho e ternura!
Edith Lobato
Mote do poeta Jaime Adailton
Próximo mote:
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
CÚMPLICES DA MINHA SOLIDÃO
Mote:
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Edith Maria Lobato
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou:
Ele me viu, sofrendo, chorar por ti,
E a rolinha, que você me desprezou!
Desde então, atordoado, não sei quem sou
E sinto falta de teu carinho aqui.
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Mais adiante uma rolinha arrotou.
Arrotou as mágoas que, então, senti
Quando meu bem simplesmente me deixou.
Sem prazeres achei-me, porque morri,
A minha Amada sem dó me abandonou...
Bem-te-vi cantou de longe: eu te vi!
Jayme Lorenzini García
Próximo mote:
Bem-te-vi bem que viu o meu amor
Esvair-se em tristeza e solidão.
Mote:
Bem-te-vi bem que viu o meu amor
Esvair-se em tristeza e solidão.
Jayme Lorenzini García
SOFRIMENTO
Bem-te-vi bem que viu o meu amor,
Esvair-se em tristeza e solidão.
Viu meu peito trespassado pela dor,
E tentou consolar meu coração.
Mas que jeito, nem o canto da canção,
Fez com que se esvaísse esse olor.
Bem-te-vi bem que viu o meu amor,
Esvair-se em tristeza e solidão.
E ouvindo todo dia meu clamor,
Esvoaçou pelas nuvens de algodão,
À procura da mais linda e bela flor,
Pra varrer de minh’alma a aflição.
Bem-te-vi bem que viu o meu amor!
Edith Lobato
Próximo Mote:
Dancei nessa noite a valsa dos anjos,
Um hino bonito que sai lá do imo.
Mote:
Dancei nessa noite a valsa dos anjos,
Um hino bonito que sai lá do imo.
Edith Maria Lobato
Dancei nessa noite a valsa dos anjos,
Um hino bonito que sai lá do imo.
Oh! Que melodia! Que belos arranjos!
Que música suave feita com todo o mimo!
Partitura poética de precioso arrimo
Que dos lábios inefáveis sai dos arcanjos!
Dancei nessa noite a valsa dos anjos,
Um hino bonito que sai lá do imo.
Sinfonia completa, orquestra de banjos
Que inunda a minh'alma e então me aproximo
Dos seres celestes, e esqueço os macanjos!
Da felicidade me encontro no cimo:
Dancei nessa noite a valsa dos anjos!
Jayme Lorenzini García
Próximo mote:
Sofri por amor, mas meu pranto secou-se
Nas íngrimes margens da desilusão!
Mote:
Sofri por amor, mas meu pranto secou-se
Nas íngrimes margens da desilusão!
Jayme Lorenzini García
DESILUSÃO
Sofri por amor, mas meu pranto secou-se,
nas íngremes margens da desilusão!
Amargo meu peito de dor exilou-se,
nas grutas profundas da vil solidão.
Tornei-me rascunho, mera ficção,
e apenas tristezas o tempo me trouxe.
Sofri por amor, mas meu pranto secou-se,
nas íngremes margens da desilusão!
De todo esse amor que era tão doce,
ficaram lembranças caídas ao chão.
Mas a poesia não congelou-se
E nascem em versos do meu coração.
Sofri por amor, mas meu pranto secou-se!
Edith Lobato
Próximo mote:
Em quietude a noite em paz descansa,
Mas de repente a brisa se transforma.
Mote:
Em quietude a noite em paz descansa,
Mas de repente a brisa se transforma.
Edith Maria Lobato
Em quietude a noite em paz descansa,
Mas de repente a brisa se transforma
Para envolver o teu corpo numa dança
Sensualíssima que desafia a norma
Da sociedade que, por contraforma,
Quer, de ti, esquivar-se com trigança.
Em quietude a noite em paz descansa,
Mas de repente a brisa se transforma!
É que vens vindo, faceira, com pujança,
Transtornando de vez a boa norma
Pois até onde o humano olhar alcança
Tua brejeirice está na plataforma...
Em quietude a noite em paz descansa!
Pedro Paulo Barreto de Lima
Próximo mote:
Vou tecer à Lua Cheia
Belos versos de amor!

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