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Comentário de ERIKO ALVYM em 21 fevereiro 2012 às 15:05 DESEJO
meus sapatos de cogumelo
dançam sem mim
sob o luar em pó
o revólver é mais urgente
que a canção, porém
meu grito é mais vivo
do que o grafite nos muros
a poesia é a medida exata
do funeral
p'ra que eu ria sem piedade
dos que morreram acreditando no melhor
eu sei que a pataquada
é para os trouxas,
do contrário como acreditar
no julgamento imparcial
como meter o pé no estribo
se o dorso do cavalo
é a rebeldia insana
ave de rapina sorrindo
é irreal,
só assim a moda abdica
do couro do vencido e tudo é igual
se a briga é boa
que se dane
a causa
a última herança do babaca
é um revólver
fumegando estórias
mal contadas
quem disse o amor
é a palavra que convence,
a minha carne apodrece
inútil a cinza do desejo
ERIKO ALVYM
Comentário de LEOMÁRIA MENDES SOBRINHO em 14 fevereiro 2012 às 21:07
Comentário de ERIKO ALVYM em 14 fevereiro 2012 às 12:40 CASAMENTO VAMPIRO
Você cobre os meus olhos de ternura
e a noite é uma canção enviada
pelos pássaros pousados na lua
Aonde os acordes caem do violão n'areia
crescem frutos lunares pomareando sonhos
e as esfinges gotejam estrelas dos olhos tristonhos
Por mais entregue à prece
o anjo que me guarda é o teu Amor
minha saudade é a voz de uma cólera
na curva feita mulher
no horizonte surgida esperança
sagrada pelo sangue derramado
na minha boca de orgias
cujo sacio
é o casamento vampiro
no sexo a sua aliança da minha alma
Você cobre os meus olhos de ternura
e eu retiro pássaros do fogo
que o céu assinou no nosso amor
do qual não queremos abrigo
ERIKO ALVYM
Comentário de LEOMÁRIA MENDES SOBRINHO em 11 fevereiro 2012 às 16:36
Comentário de nelly maria baste em 11 fevereiro 2012 às 16:31
Comentário de nelly maria baste em 11 fevereiro 2012 às 16:30
Comentário de ERIKO ALVYM em 31 março 2011 às 22:41 A NOITE CHEGA num CANTIGA
Eu abobo na tua corte
o anjo abrindo as asas
pelo sorriso da nudez
Eu desço do cavalo da minha sombra
e o meu sexo é um relincho em brasa
espalhando o sonho que deixo aos teus pés
toda vez
Abóboro a meia-noite
das bruxarias amorosas
a rua é o eco do meu chamado
desenhando-te as curvas no horizonte
Porque foi colocado na tua mesa
este coração que não me serve
e um carinho que faz do meu grito
um pincel inventando a cor
na vertigem do teu andar
- andaluzio das canções,
conta a gota que sai mar
da concha abotoada no tempo perdido
tão perdido de lembrança
que o amor é um anjo virado saudade
aonde a noite chega
numa cantiga brincada na cabra-cega
ERIKO ALVYM
Comentário de ERIKO ALVYM em 27 março 2011 às 17:26
Comentário de LUCIANE SILVA POETISA em 6 fevereiro 2011 às 19:59
Comentário de nelly maria baste em 24 dezembro 2010 às 0:31 
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Sem sol lá fora, chove Aqui dentro, tão frio O que será, onde está Porque, eu não vejo você Vejo lá fora meu rosto Nesse tempo, nostálgico E como uma rosa, em risco Perdendo suas pétala Fui perdendo você, sem pensar Por um mal de amor, o seu bem me quer
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