Todas as postagens no blog marcadas com 'poesia' (770)

SONETO DA SEGUNDA FEIRA

Por seres o primeiro dia útil da semana

O dia da tal preguiça a tu entitulada

Por seres tão lenta a manhã raiada

És indesejada, ao despertar tirana



Por seres ao mau agrado condenada

Num trato pequeno, de simples fulana

Por seres mais que um início traquitana

És evitada, e tão pouco mais celebrada



Como a coirmã, sexta, tão aplaudida

Querida, e esperada. És desanimada

Como um fim de festa, ali, chicana



Por não ter outra ou… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 27 junho 2016 às 10:25 — Sem comentários

DOLORISA VIA

DOLOROSA VIA



O tempo me fez velho e derreado

Já não respondo aos vários limites

A vida agastada perdeu os convites

Os sonhos de mourejar hão curvado



O corpo na ação perdeu o apetite

E assim vou num choroso estado

De lamúria triste e olhar cansado

Enfraquecido na força sem rebite



E o insistente querer, ainda espera

Da vitalidade, poesia e viva quimera

Para velejar nas nuvens da ventura



Nestes trilhos deixo o… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 24 junho 2016 às 21:56 — Sem comentários

SONETO SEM DESCULPA

Tão igual quanto saudosar alguém

é sentir-se solitário acompanhado

estar rodeado e na alma isolado

ter do lado lembranças sem ir além



A saudade só importa se ela provém

dum amor contente do ser amado

retribuído no mesmo quilate doado

aquele que fala a influência do bem



Mas se o morno é a têmpera e peso

a dor da ausência um simples acaso

e os lamentos ruídos sem real culpa



Com certeza o coração não está aceso

o olhar… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 24 junho 2016 às 15:42 — Sem comentários

SONETO DA ALMA GÊMEA

Nós num só eu, na presença dividida

Por duas existências, as duas numa

Que do plural ao singular, se resuma

Numa só pessoa, conjugando a vida



Eu e tu, tu e eu, somos nós, em suma

Dois num, juntos, numa quimera repartida

Somando essência, na afeição nascida

Evolucionando, e que o amor assuma



Num duplo coração, em uma una batida

De fidelidade ímpar, sem ilusão alguma

Acendendo chama diversa e desmedida



E neste amor… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 24 junho 2016 às 12:25 — Sem comentários

O AMOR

Fui um dia, mais que um diverso instante

Devaneei e nem se quer por ele eu tinha

Inspiração ou na estrofe qualquer linha

Para mergulhar na poesia emocionante



Por ele sem sequer saber, sofrer eu vinha

Nas estórias de imensa angústia cruciante

E seria envolvido em trama vil e delirante

Na inquieta nuance da desventura minha



Andei correto e fiel sem ser redundante

Me inspirou versos de dia e de noitinha

E mesmo assim, a solidão foi… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 23 junho 2016 às 16:11 — Sem comentários

AMBIGUIDADE

Uns carregam prata outros trazem ouro

Eu? Nem ouro nem prata, tenho rosas

Umas com espinhos, outras formosas

No meu farnel são um acaso e tesouro



Na oferta é para serem harmoniosas:

Nas dores, as brancas são vertedouro

Na sorte, as negras portam mal agouro

Assim, ornam a vida, tornam prosas



É enredo no amor passado e o vindouro

Aos corações belas poesias primorosas

E nas lágrimas, doce arrimo batedouro



Dotam a emoção,… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 23 junho 2016 às 11:11 — Sem comentários

LUAR DO CERRADO

Quando, no cerrado, vem o anoitecer

O seu luar prateia as várzeas quedos

Num silêncio de fúnebres segredos

Numa tal beleza por assim merecer



É o Criador vazando o belo entre os dedos

Enfeitando a noite para não mais esquecer

Ladeando a lua com estrelas a resplandecer

E pondo a prova os nossos sentidos tredos



É tanta intensidade da luz, tátil é o perceber

Que nos faz pequeninos, eternos mancebos

Pasmado, que quase não se pode… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 22 junho 2016 às 18:30 — Sem comentários

ÍNTIMA SOLIDÃO

Árida é a solidão que inspira o cerrado

Tão nostálgica e árdua no meu contentar

A que provém da saudade a me chamar

Em murmúrios, além, do vivido passado



Aquela que se perde no horizonte ao olhar

Que chora no entardecer de céu rubrado

E traz na brisa, a maresia, no seu ventado

A que me faz relembrar, calado à saudosar



Ampla, melancólica, é a solidão no cerrado

Uiva nas planuras em vagidos dum soluçar

Nos pousando vazios no chão… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 22 junho 2016 às 12:09 — Sem comentários

SABER

Talvez,sonho, que de ti eu soubesse

Que no fado no cerrado aqui estaria

Pois na vida o escrito tem o seu dia

E não adianta querer outro na prece



Contudo, o fato é que se envelhece

Um logro, pois envelhecer não devia

Cria-se ausência, e a casa fica vazia

Quando da parceria mais se apetece



E se perde o entusiasmo da alegria

Sozinho, a saudade não nos aquece

A atitude só quer estar na nostalgia



No certo, paga-se o preço, e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 21 junho 2016 às 20:49 — Sem comentários

VISÃO

No cerrado vi um peão a toda brida

Pelos cascalhados da árida estrada

Do meu sonho não entendia nada

Se eu estava na morte ou na vida



Entre folhas ressequidas, adormecida

Uma caliandra, sendo colhida por fada

Em cachos, no beiral da lua prateada

Numa tal tenra pálida beleza já vencida



E nesta ilusão a ele fiz uma chamada

Vós estás de chegada ou de partida?

O tal peão, O Tempo, de sua cruzada



Respondeu: não tenho alguma… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 21 junho 2016 às 12:20 — Sem comentários

ECOS DA SAUDADE

Oh! Ilusões acordadas nas madrugadas

Segregadas no meu poetar tão sagrado

Que goteja as saudades de um passado

Entornando na alma quimeras sonhadas



Oh! Lua pujante no tão árido cerrado

Dá-me tua companhia nas derrocadas

Das demências por mim vergastadas

Que redige insônia num tal desagrado



Longe está a luz que fulge as enseadas

Do mar, tão cotidiano, agora tão calado

E nas lembranças a ferro e fogo grifadas



Ah! Se meu fado… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 20 junho 2016 às 13:47 — Sem comentários

SONETO DAS ROSAS

Rosas, poemas da natureza, poetadas

Por mãos, que também oferecem rosas

Cativantes, ao amor tornam suspirosas

E ao desafeto são tristes e desfolhadas



Já as vermelhas para paixão, afanadas

Ornando o olhar, se dando primorosas

Cheias de significado, e tão formosas

Também, bem às emoções esfalfadas



És cheiro nas lembranças silenciosas

Lágrima infeliz nas perdas passadas

Sois trovas alfombradas às amorosas



Ah! Belas damas… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 20 junho 2016 às 10:31 — Sem comentários

SONETO A MINHA MÃE

Hoje, visitei-te no seu leito jazigo

A lembrança lá estava em sentinela

Busquei por uma tal ilusória janela

Pra lhe falar desta saudade contigo



No mármore uma memória singela

Fria, dos seus afagos que mendigo:

Um olhar de mãe, um abraço amigo

Agora sem a sua real e doce tutela



Comovido, então rezei no seu abrigo

Num silêncio e respeitosa cautela

Para que não te inquietasse comigo



Pois, no lar celeste, rutilante… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 19 junho 2016 às 23:47 — Sem comentários

JUNHO NO CERRADO

O junho no cerrado, frio, corrente

A natureza, das chuvas a se privar

Empoeirada, súplica por banhar

Em água escassas, descontente



De junho a setembro, certamente

A secura domina o chão de lascar

As águas das flores, pode chegar

Raramente, alegrando toda gente



O tempo, ano a ano, sem falhar

Cumpre-se o ritual do invernar

É a magia do cerrado ingente



Junho da friagem ascendente

Do belo por do sol e sol poente

O… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 19 junho 2016 às 14:32 — Sem comentários

SAUDADE TRISTE

A saudade que no adeus existe

Só traz solidão tão descontente

E que o tempo seja brevemente

E que faça doce tal fado triste



É sabido que nela a dor existe

Num aperto que a falta consente

Tal abafar-se num tinido fulgente

Dum fulgor vagido que persiste



Mas, se deixar de ser descrente

De um fervor aos Céus, ouviste

Não te irrite a demora aparente



Ah! Clame com amor no que resiste

Que bem cedo terás uma vertente

E a… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 19 junho 2016 às 13:08 — Sem comentários

A UM AUSENTE

A razão me dá parcela, ao saudades sentir

O fado foi rompido, quando eu te vi partir

Pois o afeto é mais que o tempo, um existir

É soma e não subtrair!



Então, deixes o ponteiro das horas, hibernado

Ao meu lado o silêncio deixa de ser calado

Declamar-te me faz um plebeu encantado

Me faz enamorado!



Sim, tenho saudades te tua ausência

Teu cheiro, eterna, grata preferência

Ao meu amor, que ao seu faz eloquência...



Tenho razão… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 18 junho 2016 às 19:27 — Sem comentários

O GOIÁS

De quantos gabos dá-se pro Goiás

Fez um cerrado diverso e tortuoso

Dum por do sol, cenário fabuloso

De rica beleza, aos olhos satisfaz



Pôs no povo, nato canto fragoso

Arte, e prestimosidade pertinaz

Gosto a tradição, caboclo tenaz

Pureza dalma no planalto fragoso



O quanto pode, mostra lenda vivaz

Espalhadas neste sertão espaçoso

E faz dos poetas o seu canto primaz



Enfim, Senhor, de lombo flexuoso

Vário, de horizonte… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 18 junho 2016 às 11:06 — Sem comentários

CRATERAS DA ALMA

Olhos de morte

Olhos de vida

Olho que não se importa

Olhar que intimida

 

Olhares…

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Adicionado por sergio henrique spigotti em 17 junho 2016 às 13:14 — Sem comentários

ODISSEIA

Minha saudade de querer-te, ideia

Meus dias poetam versos em te ter

Pois vives no meu viver sem tu crer

Numa saudade de vida em odisseia



Não é só uma razão no meu querer

És o enamorar em noite de lua cheia

Mistérios pra que minh'alma te reteia

E contos de amor escritos pra eu ler



Já tantas vezes lidos, no céu, na areia

Relidos nos sonhos do meu entardecer

É tão presentes numa clássica epopeia



És o meu amor, a aurora no… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 16 junho 2016 às 21:30 — Sem comentários

VELHA OPINIÃO...

Só o tempo é que faz poetar a vida

Harmoniza a esperança e dá ação

Põe o antídoto do amor na questão

E no fado faz estória de vinda e ida



O ser depende do grau da emoção

Em nada se pode ter dor resumida

Ou tão pouco ter ânsia embevecida

E ou descrença sem fé no coração



O eterno desejar uma sorte ungida

Faz da trilha um trilhar na contra mão

Pois sempre se tem algo de partida



E no perde e ganha, a voz é da razão

Não se… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 16 junho 2016 às 15:56 — Sem comentários

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