Todas as postagens no blog marcadas com 'poesia' (835)

SONETO EM SENSAÇÕES

Amor é abstrato, figura do coração

É tal qual perfume grassando o ar

Promessa e jura apoiada no altar

Quando dois olhares num só são



É sentimento, que nunca é em vão

Traz sonho e nos faz assim sonhar

Faz picada no anseio, pra caminhar

Um desejo nutritivo para a emoção



Amar do amor vai além, é o gostar

Espírito numa perfeita comunhão

Dança que põe o sangue a dançar



Nesta atração há poesia e canção

Que invade o peito e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 23 agosto 2016 às 14:55 — Sem comentários

SONETO À GOIÀS

Saudação cerrado! Bom dia alvorecer!

Ouço o vento árido numa brisa quente

Que vem do planalto numa só vertente

Circunvalando os galhos num retorcer



Ipês amarelando o chão, ali cadente

Que divinal, a arte do desigual a ser

Numa beleza que o diverso é prover

Dum céu apinhado de estrela luzente



Boa noite! Por do sol da cor do açafrão

Da caliandra que enfeita todo o serão

Onde a gente vai do cinzento ao lilás



Águas… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 22 agosto 2016 às 23:49 — Sem comentários

ALTO SONETO

Rima soneto, o meu eu sem detrimento

Diz ao verso a perfeita e a real melodia

Se de sintonia, alegria ou de nostalgia

Traz à flor da pele o capricho do talento



Revela que sou sensações em categoria

Da alma, da emoção e do pensamento

Na dor, amor, que eu sou toada e alento

Anatomize o meu eu poético com eufonia



Vai soneto, me revelando a cada tento

Em loas de aprazimento duma parceria

De que na prosa eu vivo de sentimento



E… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 22 agosto 2016 às 9:44 — Sem comentários

UMA CANÇÃO (soneto)

Este meu trovar é para nós dois

Num poema aterrado no coração

Com versos cifrados na emoção

Ouça! E não o deixe para depois



É fruto da lembrança em inspiração

Que surge do que para mim tu sois

Não de um tal silêncio em vão, pois

Este, só faz saudosar e ter distinção



Se aqui no canto tem algum pranto

Saiba que é porque eu te amo tanto

E cada lágrima poetada é de paixão



Eis, então, a minha voz, entretanto

Leia nas… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 21 agosto 2016 às 10:12 — Sem comentários

EU POETO, ELA POESIA (soneto)

Não sou só, os poemas são companhia

Sempre comigo, falam com a inspiração

Traz lá de fora o diverso numa multidão

De cores, e sabores, em total demasia



Sou poeta! Na reta: curva e ondulação

Num labirinto de devaneios como guia

Aquecidos pela chama duma tal magia

Do doce amor, saídas do meu coração



Sim, não estou só: eu poeto, ela poesia

Que vive em mim numa eterna emoção

Se estranho ou comum, a mim sacristia



Nesta verve,… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 20 agosto 2016 às 9:23 — Sem comentários

FRONTEIRA (soneto)

Em cada rosa, sempre existe espinhos

Nos árduos caminhos, também vitórias

Na humildade é que se escreve glórias

E com amor no amor se tem carinhos



Somos breve nestas águas transitórias

Para que seja leve, deixe os desalinhos

No tempo, tão valioso, e tão torvelinhos

Então, sê a figura mor de suas histórias



Nutre-se do néctar de querer mudança

Pois cada instante da vida é esperança

E a cada espera, objetivos e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 19 agosto 2016 às 17:13 — Sem comentários

ÚLTIMO SONETO PRA TI

Alega o teu olhar não me querer mais

com palavras tão vazias e sem dispor

Agora como sair deste vicio imperador

se no coração, ter-ti, ventura me traz



Alega tuas mãos, negação e mal humor

é um artifício impensável que dói demais

E nesta meada a tramontana é a que vais

se com plangor, é por ter tédio no clamor



Agora me sinto um nada nos teus sinais

São tantos versos esquálidos e sem cor

Deserção, desencontro e desapego… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 19 agosto 2016 às 10:38 — Sem comentários

LAMPADÁRIO

No breu do céu, ilustre lampadário

A lua, cingida de estrelas lucilando

Conforme a uma princesa levitando

Se orna de fulgor num alvo aquário



Como nas mãos da arte pintando

O belo e o encantado, num cenário

De esplendor, e num painel solitário

A dama da noite, vai coruscando



Eis a lua, rúbea nudez, e inconstante

Que traz devaneios por ela vigilante

Ora cheia, ora minguante, ali rimando



É o lustre celeste de olhar… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 17 agosto 2016 às 17:44 — Sem comentários

BORDÃO (soneto)

Recordar-te é fazer brotar o amor

que não morreu, estava prostrado

e num gesto apenas demonstrado

revive que amei, com um tal fervor



É de um silêncio tão ensurdecedor

que o presente então vira passado

o passado na saudade é lembrado

e guardado no peito a ti acolhedor



No tempo e espaço, a imaginação

delira com sofreguidão da evasão

aos tinos, por mais que não olhe-os



Então, que me resta é a recordação

e sonhar, pois és… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 17 agosto 2016 às 10:26 — Sem comentários

O BEM E O MAL (soneto)

Tal qual gente que vive sem pressa

na correria do tempo, eu vou assim

e nessa de ter-me um, nesta peça

atuo um dia de cada vez, até o fim



Na alta complexidade que não cessa

a turves rompida pela luz do camarim

da vida, reluz o amor que ele expressa

tingindo o cetim do afeto na cor marfim



Sou feliz! É como minh'alma confessa!

Na tristura, a remessa de sorte pra mim

é paz, pois, tenho na verdade, etc e tal...



Então, na… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 15 agosto 2016 às 11:06 — Sem comentários

SONHOS (soneto)

Vou hastear meus sonhos lá no alto

onde o céu desabotoa o caminho

o vento sopra a brisa de mansinho

e as estrelas poetam como arauto



Quero sair deste meu desalinho

dum fado de dano sem incauto

tal qual ao por do sol do planalto

que matiza o olhar com carinho



Quero ter simplicidade, e afeto

deixar as quimeras sem parede

e a ilusão livre, fluindo pelo teto



E assim, a boa nova que venha

seja recebida com afago e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 14 agosto 2016 às 18:50 — Sem comentários

VIDA

Num veloz piscar, tudo passa e não para
Segue adiante, um instante, tempo vivido
E no mesmo sentido, as marcas na cara
Vindas, amores, idas, flores, no existir diluído
Não compensa o ódio, a nada se compara
Pois, tudo se desfaz logo ali, no jazigo...
Viver é breve, deve ser leve, uma peça rara!

Luciano Spagnol
Agosto/2016
Cerrado goiano
Mineiro do cerrado

Adicionado por Luciano Spagnol em 14 agosto 2016 às 14:55 — Sem comentários

CICATRIZ (soneto)

Vou tirar você da minha história

Arrancar-ti do meu olhar infeliz

Se ainda insepulto tenho a raiz

Porque vivo estava na memória



Mas agora, te poetarei com giz

E na trilha outrora contraditória

Desta dor não terei escapatória

Se não sair, pois pouco me quis



E não ouse ter alguma rogatória

Te doei muito, e muito por nós fiz

Nesta toda tão pugnada trajetória



Tenhas sorte na sua nova diretriz

Pois eu terei, e não é só… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 13 agosto 2016 às 12:29 — Sem comentários

ESPELHO (soneto)

Este vulto no espelho na minha frente

Serei eu dividido numa só consciência

Desta visão exata, é outra referência

De um tempo de longa data, vertente



Que ilusão quer iludir minha inocência

Refletindo cabelos alvos tão aparente

Num eu outro, ignoto por minha mente

E tão desfigurado nesta contundência



Será meu eu, além de mim, reluzente

Se não vejo em nada alguma ausência

E precisa é a reverberação ali poente



É! Terei que me… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 13 agosto 2016 às 10:18 — Sem comentários

SONETO COM QUIMERA

Estás onde, amor? O peito clama

a tua imagem nos desejos chora

a poesia sem ti assim vai embora

o leito está morno, e sem chama



Fico imaginando teu olhar agora

no meu olhar enflorar em rama

invadindo meu corpo, que flama

em afagos de tempos de outrora



Vem! Não me deixes aqui tão só

num tal vazio laço de um uno nó

e no silêncio que fere com solidão



É um amor tão ausente que dá dó

na afável emoção faz um… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 12 agosto 2016 às 20:00 — Sem comentários

SONETO TEMPORAL

Querer os sonhos dos dezessete

Quando já passou dos cinquenta

É quimera que pouco se aguenta

Já as horas, nos estende o tapete



De repente, tão frágil, e tão atenta

A vida nos põe atrás dum colchete

Deixa de dar rosas num ramalhete

Pra dar a proximidade dos setenta



É o tempo no tempo por um filete

Pensamento com voz barulhenta

E expectativa grifada num bilhete



Os passos tintos na cor magenta

A idade lenta, o querer em… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 12 agosto 2016 às 16:00 — Sem comentários

SONETO AO MEU PAI

FELIZ DIA DOS PAIS, aos presentes e ausentes, em nossas vidas contundentes...



SONETO AO MEU PAI



Oi pai, escuta minha voz dai distante

A saudade é redundante, é impotência

A falta de teu tom forte me é constante

A vida sente a lacuna da tua existência



A roseira do jardim é lembrança radiante

Ter tido os teus ensinamentos, essência

guardadas no peito aqui tão palpitante.

Neste dia dos pais, a minha reverência



Ei pai, perdoa… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 12 agosto 2016 às 12:30 — Sem comentários

SONETO DA VOLTA

Estou de volta, intento por aqui ficar

nos caminhos busquei novos planos

no passado ficou a chaga a sangrar.

Sim tive erros, e também enganos...



No perdão, pude então saber perdoar

tudo é veloz, e passa por nós os anos

assim, o fado me atendeu para voltar

pois, nas orações remi de meus danos



Nas minhas desventuras, soube amar

nas tristuras, agora quero dias ufanos

por lá fechei o ciclo de ter que cuidar



Na mala, pouco… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 11 agosto 2016 às 18:00 — Sem comentários

CIRCO DE ILUSÃO (soneto)

O amor opõe ao que o desprezo dizeis

pois, palavras reles dissolvem-se no ar.

Pra que no afeto tenhais o que quereis

conjugue no presente o verbo amar...



Só assim, que o bem terá cetro de reis

que será uma verdade, uma voz a falar.

E na alma te encontrarás, e nela fluireis

fique atento, acaso lhe venha chamar!



Pois, nos teus braços não se é alguém

a mais, é plena emoção, e se vai além;

é o coração sorrindo cheio de… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 11 agosto 2016 às 10:30 — Sem comentários

SONETO NO ENTARDECER

Sai o dia, vem à noite no cerrado

treva fria, palia o sol na cor bisonte

breve e leve, tão encantado, é fonte

num manto real no tempo dourado



Ó sombra que se esvai no monte

do entardecer na noite aterrado

desnudando o planalto aluado

numa luz sidérea em desmonte



E no turvo motim no céu calado

surgem alvas estrelas, defronte

ao cais da vida, num ato fiado



Assim como num beijo simbionte

a noite abarca o dia tão… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 10 agosto 2016 às 22:45 — Sem comentários

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