Todas as postagens no blog marcadas com 'poesia' (693)

Legado

Os poemas sempre ficam
São guardamos na emoção
Quem escreve os ratificam
No entendimento do coração
Quem os lê se transformam
E viram parte da narração...

Luciano Spagnol
Maio, 2016
cerrado goiano

Adicionado por Luciano Spagnol em 3 maio 2016 às 7:30 — Sem comentários

Verso anacoreta

Cerrado esfriando

lá fora, o tempo nublando.

Cá dentro, eu e nós

a pinga no copo, a menina dos olhos

versos em embrolhos...

No silêncio, estamos sós.

A vida passando, lá fora:

gente que chora

gente que namora

gente sem hora

Eu aqui dentro, ranhento

num convento...

Sem ir embora, ficar ao relento

como num poema cruento.

Mas a vida é passante.

O pema é atento.

O poeta farsante,

aqui dentro, terçando...

Lá… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 2 maio 2016 às 19:29 — Sem comentários

pingação

a saudade pinga

o mar, no Goiás

no gole de pinga

pinga pesar

e saudade traz



pinga do olhar

pingo de recordação

que pinga atrás

dos pingos do coração

pingo a pinga vorás



tanto faz

pingo ou pinga

afogando a razão

se a pinga é mais

que pingar em vão



pinga a pia

pinga do sertão

um gole de pinga

um pingo na sequidão

da solidão que pinga



saciado na moringa

pingos de… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 2 maio 2016 às 12:50 — Sem comentários

No fim da rua

E no fim da rua tem o cerrado

No cerrado espessos arbustos

Tem cascalho, tem sulcado

Tem os pequizeiros robustos

Tem capim santo perfumado

Tem vilarejos, tem matutos

No fim da rua, da cerca além

Tem os buritis e seus frutos

O entardecer encarnado tem

Também: cupinzeiros, gabiroba

Tem o céu acinzentado, porém

Divisado por paineiras floridas

Jatobás, sucupiras, ipês, tem

tem subidas, tem descidas

Tem a lua melancólica e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 2 maio 2016 às 9:54 — Sem comentários

Perfídia

Anoiteceu,
As lembranças suspiram
Do breu me sinto um réu
As vozes da rua dormiram
A lua e as estrelas no céu
Companhia só da poesia
A saudade num mausoléu
Amigos em outra freguesia
E a alma vazia de um plebeu
Porém, os versos não saem
Em agonia deles caem o véu
Então, eles também me traem...
(Selênio e solidão!)

Luciano Spagnol
01/05/2016, 19'25"
Cerrado goiano
Poeta do cerrado

Adicionado por Luciano Spagnol em 1 maio 2016 às 20:40 — Sem comentários

MAIO em soneto

O perfume das flores inebria e anuncia

No azul anil do céu do cerrado, sagrado

Serenamente o mês de maio, louvado

Mês das mães, mês das noivas, Maria



É maio que diz poemas, tão ternos

Rodeia a lua de áurea luzente e nua

Onde o afeto confidente se insinua

Aos amores ingênuos e tão fraternos



Nos seus raios tímidos as auroras

O sol frio e transparente que ateia

As recordações das boas horas



É o mês do amor, da alma… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 1 maio 2016 às 10:26 — Sem comentários

Eco

Do outono no cerrado e seus desfolhos

Minha saudade caia ao chão fragoso

Do meu áspero e mirrado tristes olhos

Em tal lira de verso aflito e rancoroso



Nos ventos secos e enrugados chiavam

Os gritos da noite numa solitária canção

Onde lembranças aos astros clamavam

Esmolando do silêncio alguma atenção



Só um olhar neste brado de compaixão

Um olhar, um eco, uma mão...



Luciano Spagnol

30/04/2016, 18'00"

Cerrado… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 30 abril 2016 às 21:34 — Sem comentários

Solidão, amor e paixão

Solidão, onde escuto, onde arrojo

Longe dela me perco, me esqueço

Nela me crio, torno o meu refojo

Onde posso dizer é meu adereço

Em sua sombra eu me desagrego

Sou vários, sou um, fim e começo

Só com ela no tempo eu desapego

Me entrego aos devaneios, apreço

E assim neste cenário de mansidão

Tenho total criação, sou recomeço

Pois a solidão é safari, é expansão

Posso ter os espinhos, ser tropeço

Cair e levantar sem ter repressão

Se… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 30 abril 2016 às 10:34 — Sem comentários

Eu daqui, vocês dai

Eu poeto de mim, daqui

nesta câmera surreal

por este fio vocês dai

numa transmissão corporal



por esta linha dual, agruras

em diversas camadas

solidão sem gravuras

felicidades sem risadas



assim, nesta comunicação

de passa e repassa, a voz

camuflada de significação

em versos manso ou feroz



que se imprime da emoção

num linguajar em cadência

lembranças e boa paixão

na alma em total evidência



em… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 29 abril 2016 às 22:53 — Sem comentários

Sonetilho em desconstrução

Pelo tempo fui traído

Tudo foi rápido demais

Muito me foi subtraído

E na manga nenhum ás

Nem a poesia resistiu

Nem rima a ideia traz

O verso veloz partiu

E a lira ficou lá trás

A virtude de mim saiu

E a loucura corre atrás



Não deu certo a incitação

O nada deu em nada

A vida afronta a razão

E a estória aqui parada

No corpo em desconstrução!



Luciano Spagnol

29 de Abril, 2016

Cerrado goiano

Poeta… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 29 abril 2016 às 12:20 — Sem comentários

Outono no cerrado

Cerrado. Ao horizonte escancarado. Escancaro o olhar

Sob o céu acizentado, admirado chão de cascalho calçado

O vento rodopiando, a poeira empoeirando a anuviar

O minguado frio sequioso outono dos planos do cerrado



As folhas bailam, rodam, caiem em seu leito ressequido

A chuva se esconde, onde o céu não pode chegar

Os sulcados arranham e ondulam o ar emurchecido

Do desconforto calado entre os cipós e galhos a uivar



Olho o céu purpúreo desenhar… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 29 abril 2016 às 9:00 — Sem comentários

Dia do Sorriso

Sorriso



Sorriso pinta a tua dor

Da cor que se desejar

É ofertar com uma flor

O triste pra se alegrar



Sorriso abrevia o vazio

Se nada mais restar

Sorria um mirar macio

Aprazendo o alheio olhar



Sorriso traz à vida luz

E aos dias só encanto

Sorria para a sua cruz

Sorria pro seu pranto



E assim sorrindo, amar

Num teatro fulgente

A maioria irá pensar

Que és um ser contente



Luciano… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 28 abril 2016 às 12:37 — Sem comentários

Coração caipira

No meu coração caipira de estuque

Olho a vida e abraço com a tradição
Conto causos, estórias com emoção
Pois sou o cheiro caipira deste chão
Assim vou, assim sou, sou mineirão

Caboclo apreciador de moda de viola
Que não vive sua alma presa em gaiola
Se esbalda no cerrado e na fazendola
Troca o sapato pela botina meia sola

Coração caipira, gabola, sem truque...

Luciano Spagnol
Abril, 2016
Cerrado goiano

Adicionado por Luciano Spagnol em 28 abril 2016 às 8:59 — Sem comentários

Serenidade Perturbada

Leia Mais

Adicionado por Tiago André Marques Malta em 27 abril 2016 às 16:28 — Sem comentários

Ilusão do cerrado

Quem passou pelo cerrado sem espanto
E de sua paisagem não se embeveceu
Quem não sentiu a secura em pranto
Quem caminhou e no sulcado não sofreu
Foi de apática ilusão dos recantos
Só passou pelo cerrado, do encanto não bebeu.

Luciano Spagnol
27/04/2016, 14'30"
Cerrado goiano
Parodiando Francisco Otaviano
poeta mineiro do cerrado

Adicionado por Luciano Spagnol em 27 abril 2016 às 16:00 — Sem comentários

Minerês

(Parodiando "Cante lá que eu canto cá" de Patativa do Assaré)

Ô minas, arguem já te poetô
Eu sempre tenho poetado
E ainda poetando eu tô
Cadquê, meu estadão amado
Ocê é trem bão dimais
E óio aqui os sêus mistério
Tão difícil, decifrá jamais
Tal arrilia é tão sério
Que o poeta proseia, proseia
E ainda fica o quê proseá...

Luciano Spagnol
Abril, 2016, 27
Poeta mineiro do cerrado

Adicionado por Luciano Spagnol em 27 abril 2016 às 12:00 — Sem comentários

Tua lembrança

Tua lembrança foi um sonho deletado

Um e.mail na lixeira do computador

São literárias de um ignoto passado

E apenas memórias de um antigo amor



Tua lembrança foi gemidos de soluços

No meu poetar respingado de lágrimas

Já lavados dos meus vários embuços

E das liras de murmúrios e lástimas



Aqui do cerrado te digo que prossiga

Que mesmo sem o teu prazeroso olhar

Teu nome não mais escreve cantiga

Pois o meu verso árido pôs a… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 27 abril 2016 às 8:27 — Sem comentários

Vida

Tem saudades que vão

são rapinadas, e vai

outras que ficam

e não mais sai

entrouxadas no coração



Nas lembranças

o toque

o cheiro

enfoque

são heranças



A distância

a partida

apenas ressonância



E assim, no vai e vem

a lida vai

o dia vem

a tristura lapida

a alegria mantém...

No enigma da vida

e a vida, além...



Luciano Spagnol

Abril, 2016

Cerrado goiano

Poeta… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 26 abril 2016 às 14:22 — Sem comentários

Sombras

Ausências na expressão

Vazios soltos no brilho

As sombras, ocultação



É a indecisão da luz

Repuxos dos bruxos

O clarão com capuz



São vultos rastejantes

Pálidas indecisões

Breus flamejantes



São da noite sobras

Brisa opaca da hora

São negras dobras



De leveza flébil

Surge na aurora

Da hora é febril



De tudo és corcova

De um fio a pavio

No fulgor se renova



Sombras, no ar,… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 26 abril 2016 às 9:22 — Sem comentários

Drummondiando

(Paródia do poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade.)



E agora cerrado?



O outono acabou

a chuva secou

o clima mudou

as flores estão de partida

que tudo cria

em harmonia

que outrora enfeitou

agora ofuscou

à beleza do dia



E agora cerrado?

vai hibernado

vai viver

ressecado



Galho sem folha

vento desgovernado

os dias poeirados



O tempo parado

a mesmice rotineira

e… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 25 abril 2016 às 18:48 — Sem comentários

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