Todas as postagens no blog marcadas com 'poesia' (790)

SONETO MAL TRAÇADO

Nestas linhas mal traçadas

Um soneto quer ser parido

De longe ouço seu gemido

Parece mágoas anunciadas



Ainda nestas linhas, alarido

Das angústias acumuladas

Das ilusões das dores criadas

E neste soneto assim diluído



São de partidas ou chegadas

Cheios de um poetar sofrido

E todas da saudade derivadas



Perdido ainda na rima, crido

Em doçuras a serem citadas

Pois, o amor ao bem é unido



Luciano… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 21 julho 2016 às 10:23 — Sem comentários

FELIZ DIA DOS PAIS

LEMBRANÇAS DE MEU PAI



Pai, o herói de nossa infância

Conflito na rebelde juventude

Amigo em nossa inconstância

Na ausência, saudade amiúde



Você foi mais que tolerância

No sim e no não, foi atitude

Ao seu lado conheci virtude

Hoje na lembrança, radiância



Estava lá na minha vicissitude

Foi presença na minha distância

Nobre paladino na uma solicitude



Exalto o sentido da exuberância

Dum amor acanhado, diria… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 17 julho 2016 às 14:34 — Sem comentários

POESIA, POETA, LEDOR

Eu poeto!
Ele poema!
Poesia em soneto
Soneto em dilema
Prosa do alfabeto
Rima no teorema
Teorema secreto
Trova suprema...

Poesia sem ledor
É verso sem gema
Poeta sem amor!

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado

Adicionado por Luciano Spagnol em 16 julho 2016 às 21:47 — Sem comentários

SONETO EM SUSPIROS

Quando a saudade aparece

O tempo no tempo regressa

A dor no peito feri em prece

Misericórdia, roga promessa



Toda lágrima chorada, refece

A motivação é o que interessa

Se tristura ou júbilo, houvesse

É nela que a razão se expressa



E sempre se sabe, não esquece

Torna eternidade, na alma fenece

Pois, o vazio dói reto na saudade



E a solidão, pra ausência confessa

Suspiros, uivos, numa tal remessa

Que põe jogada ao… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 15 julho 2016 às 23:00 — Sem comentários

SONETO PRO SONETO

Caro soneto, de refúgio confortante

Que traz na trama a rama do agrado

À lágrima, que na face tenha deslizado

Em dor ou ventura, por algum instante



A minha reverência o meu obrigado

Por tua canção com emoção vibrante

Que canta e encanta a todo o instante

Aos olhos leitores, ao belo consagrado



És acordes de fascinação em harmonia

Nas rimas a estima duma tal sabedoria

Que acolhe, afaga e nunca és obsoleto



Pois, em tua… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 13 julho 2016 às 15:30 — Sem comentários

SONETO SOLENE

UM ANO SE PASSOU, naquela madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...

Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças nós acolhia.



SONETO SOLENE



Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez

somente para lembrar os suspiros de tua ida

do silêncio invasor na casa após a tua partida

pra morte, igual, desfolho outonal em palidez



Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida

pelo sopro funesto, ao sentimento a… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 13 julho 2016 às 12:46 — Sem comentários

SONETOS PERVERSOS

Enquanto escrevo meus silêncios, mastigo

as angústias que esmoam os meus versos

desnudando cada face dos meus anversos

em espavento diversos e um tanto ambíguo



Traz paz e inquietação, e alguns reversos

camuflando a escuridão num manto amigo

criando uma solidão que conversa comigo

dos penares e ledices no viver dispersos



A poesia enflora e a ela o prazer bendigo

no ermo do âmago, dos sonhos submersos

e assim, vou metamorfoseado num… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 12 julho 2016 às 16:30 — Sem comentários

RENOVO (soneto imperfeito)

Quisera eu o dissabor fosse menor

que os dias tivessem só harmonia

acalmando meu coração tão aflito

e na convicção ter dito: obrigado!



Quisera ser no fado um reto caminho

de suavidade, além do fatal conflito

necessário pra evoluir na infinidade

do porém, e portar afeto bem intenso



Quisera que o imenso dom do viver

na magia do é e ser, encantasse

pra eu mergulhar nas glórias da fé



E assim, como errante e reles… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 8 julho 2016 às 10:28 — Sem comentários

CARRO DE BOIS

A lembrar do amor, nesta tarde invernada

numa longa distância de mim, está você

que faz o poetar vazio, sem te esquecer

no dia cinzento, no cerrado, sem nada



Vindo na estrada, o carro de bois, a ranger

tal plangor em harmoniosa lenta jornada

rangendo suspiros, gritando saraivada

ao coração, que põe a recordação a doer



E nestes uivos gementes, nesta cruzada

meu pesar sente, tua falta no meu viver

na tarde poente, com magoa… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 7 julho 2016 às 16:13 — Sem comentários

SONETO DE POUCA FÉ

Oh! Alma conturbada, assim desolada

É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato

Prende-te à esperança, sejas sensato

E a confiança em Deus, onde guarda?



Ele te assiste, te olha dos Céus, é fato!

Com paternidade impávida, e iluminada

Jamais cansa ou desiste, nunca é nada

De amor estoico, âncora, firme vicariato



Porque assim, me cambaleia, na morada

Nele tudo se alcança, é afeto imediato

Inteiro, como na morte, é terna… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 6 julho 2016 às 21:14 — Sem comentários

PAIXÃO E AMOR

A paixão arde, assim, nos inflama

O coração acelera, sem correr

Os dias viram nosso bom viver

No amor, arauto que proclama



Se é apaixonado, tudo é só prazer

O tempo conspira pra quem ama

A harmonia na alma se derrama

É querer ser, e o sentir é querer



O silêncio fala, espanta o drama

E renovo é sempre o amanhecer

A paixão no amor torna-se dama



Nos porquês, desenredar é acolher

Pois a satisfação torna-se… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 6 julho 2016 às 10:42 — Sem comentários

ERROS

Meus erros, o fado e seus enganos

Má ventura, estão no meu legado

Numa perdição, no destino calado

Onde a sorte, bastava, ser planos



E na dor, as lágrimas, estive culpado

Tentei no querer, ter bons atos ufanos

Mas a vida, no acaso, teve olhos tiranos

E neste infortúnio cascalhou o passado



Errei todo o traçado dos meus anos

Cosi do avesso ao invés de adornado

Os valimentos os concederei profanos



Na admiração não tive o tal… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 5 julho 2016 às 15:27 — Sem comentários

SUSPIROS

Um pesar tão mais saudoso, assim não vejo!

Um vazio no silêncio, barulhento, sem pudor

De tão é a infelicidade, que terebrante é a dor

Que vagar algum pode ofuscar o tal lampejo



Dias rastejam, noites em romarias no andor

Da angústia, que enfileiradas num cortejo

Levam preciosos instantes, pra num despejo

Jogá-los ao luar, sem quer um pejo, amor



Ah! Que bom seria, eu ter qualquer traquejo

No dom da oração, e me ouvisse o… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 4 julho 2016 às 20:00 — Sem comentários

SONETO DUM AMOR

Na cata dum amor, sincero

Nos rogos sempre andei

De vários, muitos esbarrei

E no acontece, eu espero



Se para além do ficar, olhei

No tempo eu não desespero

Na sinceridade sou austero

E de tudo muito encontrei



Agora, será assim, mero

Um amor convim, eu sei

Se não, eu não quero...



E assim vou, e assim irei

Se eu não tiver amor vero

No fado. Pertinaz buscarei.



Luciano Spagnol

Julho de… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 2 julho 2016 às 16:25 — Sem comentários

SONETO DA SOLIDÃO

Eu estou completamente solitário

Passa o dia, vem a noite, agonia

A tarde entristece, cinzenta e fria

E eu aqui no cerrado, destinatário



O por do sol, de belo, virou nostalgia

Numa clausura da saudade... Unário

Eu, vejo o tempo não mais temporário

Tal folha de outono sem a autonomia



Nesta sequidão aumenta o itinerário

Do místico e algoz retiro em infantaria

Avançando firme, sendo um breviário



A solidão na vida, tornou-se… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 30 junho 2016 às 19:08 — Sem comentários

SONETO DO IPÊ

O cerrado se prepara para a primavera

No chão cascalhado, a florada anuncia

Os ipês amarelos ornando de luz o dia

E o horizonte se vestindo de quimera



Sai o inverno, setembro, vem a ventania

E mal surgia, e caem sem assim quisera

Em implacável jornada, acatando a era

Atapetando o chão de matizada magia



E neste veste e despe, a beleza gera

Espanto da sina acirrada em tirania

Do ipê ser algoz na sua pouco espera



No processo… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 30 junho 2016 às 10:14 — Sem comentários

AMOR ETERNO

No saber, eu quero, és quem eu quero

Não é algum engano, nem do coração

Se é preciso terei calma nesta paixão

E com paciência, assim, eu te espero



Até quando te aguardar? Sem noção!

Pois o meu amor por ti é muito sincero

E quando se sonha, tudo é próspero

E no afeto de verdade, nada é em vão



Se o tempo deixar, se não for austero

Aqui vou estar, irei além de ser razão

Neste ou noutro plano serei só seu



Nesta vida, eu, neste… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 29 junho 2016 às 12:02 — Sem comentários

SONETO DE INVERNO

Frio, uma taça de vinho, face em rubor

No cerrado ivernado pouco se aquece

Um calor de momento, o vinho oferece

E a alma valesse neste desfrutar maior



Arrepio no corpo, do apego se apetece

Pra esquentar a noite, tornar-se ardor

Acalorando o alento do clima ofensor

Tal é perfeito, também, o afeto tece



E na estação de monocromática cor

De paixões, de misto sabor, aparece

Os mistérios, os desejos, os sentidos



Assim, embolados… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 29 junho 2016 às 10:00 — Sem comentários

VIDA DE ROSAS

Vida das rosas



Nos jardins orlados de roseiras

Cada rosa de orvalho revestida

Colorida, e de perfume ungida

Floriam belezas hospedeiras



Mas é tão breve em sua vida

Logo perdem as estribeiras

Murcham em suas soleiras

De vitalidade, assim, vencida



E de pétalas em pétalas, caída

Vai-se a formosura destruída

Num ato final, cerrando a cortina



Cada qual em ventura desprendida

Em rastros de uma batalha… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 28 junho 2016 às 19:47 — Sem comentários

SONETO EM RETIRO

Quem dera, a saudade, que agora sinto

Da ausência de um alguém, fosse ilusão

E a mim e de mim apenas uma invenção

Eu seria no fado felizardo, e não absinto



Quem dera, este poema falasse de paixão

E fosse correspondido neste amor faminto

Pra cochichar doces versos que pressinto

E só pensa em você, e só pra ti faz menção



Mas a realidade é que estás na distância

E a solidão comigo veio num oferecido

Me sufocando nesta saudade em… Leia Mais

Adicionado por Luciano Spagnol em 28 junho 2016 às 12:32 — Sem comentários

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