Posts do Blog de Francisco Luís R. Fontinha Marcados 'que' (19)

E tenho dias que me irritam os pássaros

É que não se cala este pássaro pendurado na cerejeira e canta que começa a enjoar-me, família completa, ele a mulher e três filhos, habitantes do meu quintal em forma de rectângulo, um paraíso fiscal, juntinho ao mar, canta, canta e ainda não acordou a manhã e já ele dá à goela, e tenho dias que me irritam os pássaros, e tenho dias que me irritam as árvores, e tenho dias que a minha própria sombra me irrita,

 

- O relógio de parede com a boca aberta e na sala de quinze em…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 13 junho 2011 às 18:44 — 2 Comentários

Os pingos que a tarde constrói

Chove torrencialmente e na rua as pedras transpiram pelas frestas da calçada, um roedor espreita-me de relance à entrada da sarjeta e tira-me as medidas, 1,75 m e 72 kg, estás tão magro Francisco, eu magro, não, sempre fui assim, e sempre fui assim, o roedor fixou-se em mim, não me admira, às vezes pergunto-me se eu terei mel porque as abelhas sempre à minha volta, e eu não flor, eu não mel, eu uma árvore onde poisam pássaros e cagam nos meus braços, sempre fui assim, os pássaros sempre…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 maio 2011 às 13:21 — Sem comentários

Não sei o que te dizer

Não sei o que te dizer

Quando as nuvens mudam de cor

E no céu crescem rosas amargas,

Não sei o que te dizer

 

Sabendo eu que estás a sofrer,

E eu, aqui sentado,

Entretido com a pintura, e mergulhado na poesia…

E tu, limpando as lágrimas do sofrimento.

 

Não sei o que te dizer

Quando o teu corpo padece de mim

E nas minhas costas habitam fantasmas

De uma outra galáxia,

 

E personagens de…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 março 2011 às 18:21 — Sem comentários

O miúdo que escrevia na terra

Ele falava com as árvores e dizia que atravessava paredes, ele sentado junto a uma oliveira, fumava cigarros de enrolar e desesperava na esperança que um gavião lhe dissesse boa tarde.

E boa tarde nenhuma.

O poço junto a ele encolhido na saudade, e a saudade em passos apressados caminhando em sentido contrário ao dele, e quando chegava junto ao extremo da leira, acenava-lhe, e o António de mãos à abanar,

- que faço eu aqui sentado,

O filho escrevia frases na terra…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 19 fevereiro 2011 às 19:23 — Sem comentários

Sei que sofres

Sei que sofres a minha ausência

Quando as minhas plumas

Se evaporam

E diluem-se nas tuas mãos,

 

Sei que choras

E a tristeza alicerça-se nos teus ombros,

 

E as tuas lágrimas matam a sede do meu jardim.

Sei que sofro a tua ausência

Quando pego nas tuas pétalas

E elas em desânimo…

Olham para mim.

 

Sei que choras

E a tristeza alicerça-se nos teus ombros,

 

Sei que sofres e…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 15 fevereiro 2011 às 8:54 — Sem comentários

Não sei o que faço aqui

Não sei o que faço aqui

Quando os sonhos que sonhei

São fantasmas da noite

Sombras desalinhadas

Sombras onde vi

O rosto de uma rosa

Mal tratada

No silêncio das madrugadas.

 

Não sei o que faço aqui

E tão pouco percebo porque estou vivo

Porque me deixam alimentar

De rosas abandonadas,

 

Gosto das amarelas.

Não sei o que faço aqui

Aqui neste jardim em suspenso

No meio de rosas…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 14 fevereiro 2011 às 20:18 — Sem comentários

O que me dizem os teus olhos

O que me dizem os teus olhos

Nas manhãs de inverno

Quando a geada em fios de seda

Se enrola no meu corpo

E as minhas mãos gélidas

Começam a fragmentar-se

Aos poucos no amanhecer

Como um relógio sem compasso…

 

Em repouso,

 

Como os segundos e os minutos

Perdidos na parede da sala,

 

Esquecidos de mim

E por mim,

O que me dizem os teus olhos

Ao fundo da rua

Lá longe e…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 31 janeiro 2011 às 19:01 — Sem comentários

Das sombras que a noite adormece

Das sombras que a noite adormece

Construo sonhos nas nuvens

E das estrelas

Faço brincadeiras,

 

Coisas de meninos

Com as saudades da infância.

Das sombras faço pinturas

E aproveito os sorrisos

 

Para escrever poemas,

Pequenas travessuras

Insignificantes

Que só as sombras compreendem…

 

Das sombras que a noite adormece

Construo sonhos nas nuvens

Finto o luar que dentro de mim…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 24 janeiro 2011 às 18:55 — Sem comentários

Hoje, é-me permitido escrever tudo o que sinto

Hoje, é-me permitido escrever

Tudo o que sinto,

E tal como ontem,

Hoje, acordei com a tua voz,

 

E tal como hoje,

Ontem, adormeci com as tuas palavras…

E hoje,

Novamente adormecerei com a tua voz,

 

Mas chegará o dia

Que tal como ontem,

E como hoje,

Não vou precisar de acordar com a tua voz

 

Nem tão pouco adormecer nas tuas palavras…

Porque chegará o dia

Que as tuas mão…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 janeiro 2011 às 18:44 — Sem comentários

O alicerce que me prende

O alicerce que me prende

À sombra que o amanhecer constrói

O silêncio em mim que nas palavras acende

O odor da juventude que dói,

 

Que em ti adormece,

E eu, sem corpo suspenso sentir,

Apenas em pó que a madrugada aquece

Num vaiar de cólera que me faz sorrir…

 

Sentir o alicerce que me prende

Na tua voz de amar

E na manhã acende

O alicerce que me prende ao…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 22 janeiro 2011 às 16:46 — Sem comentários

Sei o que me dizem os teus olhos

Sei o que me dizem os teus olhos

Das madrugadas sem dormir…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 janeiro 2011 às 16:24 — Sem comentários

O malmequer que queria voar

A manhã acaba de acordar e as minhas mãos que se escondem na algibeira dos sonhos, adormecem, mas de soslaio, sinto que olham ao longe os malmequeres que bandeiam sob a neblina trazida pelo vento do outro lado do rio. Tenho a sensação, apenas a sensação, que junto ao rio uma alma morta brinca como se estivesse feliz,…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 2 janeiro 2011 às 22:43 — Sem comentários

Quem sou eu que me esqueci

Quem sou eu. Quem sou eu que caminha sob as distâncias percorridas, esquecidas, quem sou eu, de onde vim, quem sou eu, o eu, aquele que tinha medo do mar, eu que me escondia agarrado às pernas da minha mãe, quem sou eu, e o mar vinha até mim, brincava na minha mão nos fins de tarde, eu olhava para longe, ele, olhava…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 26 dezembro 2010 às 22:23 — Sem comentários

Tenho palavras que não digo

Tenho palavras que não digo

Tenho palavras que escrevo com prazer

Tenho palavras em lista de espera

Nas palavras que não sei escrever.

Palavras que me confundem

Palavras que não me deixam adormecer

Tenho palavras sem nexo

Suspensas no amanhecer.

Tenho palavras para todos os gostos

Tenho palavras para os casados solteiros e os que acabam de morrer

Tenho palavras em desgostos

Nas palavras de…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 13 dezembro 2010 às 8:31 — 2 Comentários

Pai, o que é voar.

O rio encostava-se à margem direita, enquanto a menina de olhos verdes, com a sua mão de algodão, chapinava no sorriso dele. Ele, corria, estancava-se nos segundos que não andavam, e voltava a correr. Ela, não tinha medo.

- Pai, o que são gaivotas.

Voam.

- Pai, o que é voar.

São como as gaivotas.

Da luz reflectida nele, ela sonhava abraça-lo, brincar com as suas mãos, levá-lo talvez a passear onde ela se escondia à tardinha, depois de o silêncio adormecer…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 22:51 — Sem comentários

O que os teus olhos me dizem

Os teus olhos dizem-me que amanhã não vai chover

E que o vento que guardo na minha mão

Que aprisiono com prazer

Vai levar-me ao teu coração,

Os teus olhos dizem-me que do luar

Uma criança vai crescer em nós,

Talvez duma flor que saltita no teu mar…

Talvez de um desejo saído da tua voz…

Talvez dos teus olhos que dizem o quanto me amas

Uma gaivota entre no amanhecer,

Baixinho, de sorriso em…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 18:53 — Sem comentários

A miúda que espetava pregos nas oliveiras

Em segundos o braço recusou-se a escrever a palavra, amo-te.

A mão permanecia imóvel e deixou de responder aos estímulos do cérebro, parecendo uma sanguessuga à procura de sangue; agarrou-se à caneta de tinta permanente, firme, mais parecendo um pilar de betão plantado no pavimento. E enquanto ele se esforçava para escrever a palavra, amo-te, o braço e a mão, mergulhavam num silêncio exagerado, ausente, e quando o Sol aparecia pela janela da cabana talhada na fraga envelhecida da…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 16:14 — Sem comentários

O que seriam os meus dias

O que seriam os meus dias

Sem a tua presença,

Como seria o amanhecer

Sem a tua mão no meu rosto,

E… haveria anoitecer,

Luar,

Sem o teu sorriso?

Como seriam os meus dias

Sem o teu olhar,

Ou…

Como seria um dia, apenas um dia

Sem ouvir a tua voz,



Não. Não precisas de responder.



O que seriam os meus dias

Sem a tua presença,



O que seria de mim

Sem os teus abraços para me… Leia Mais

Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 27 novembro 2010 às 19:18 — Sem comentários

É aqui que poisam as gaivotas

É aqui que poisam as gaivotas

Junto a mim

Dentro de mim

É aqui que moram os sonhos

Desenhados na tela do meu cansaço

Do pergaminho que deixo ao abandono,



Dentro de mim

É aqui que poisam as gaivotas.



- Porquê?



O que são gaivotas?

O que são sonhos?

Pergaminhos e telas…

O que são?



- Cansaço.



É aqui que poisam as gaivotas

Junto a mim

Dentro de mim

Do mar onde nasci

Cresci…

E… Leia Mais

Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 15 novembro 2010 às 8:28 — 2 Comentários

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