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HOJE LEMBREI DO PRIMEIRO BEIJO
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Hoje me…
Ver mais...Rede Social Literária dedicada a divulgação de poesia e arte escrita
É que não se cala este pássaro pendurado na cerejeira e canta que começa a enjoar-me, família completa, ele a mulher e três filhos, habitantes do meu quintal em forma de rectângulo, um paraíso fiscal, juntinho ao mar, canta, canta e ainda não acordou a manhã e já ele dá à goela, e tenho dias que me irritam os pássaros, e tenho dias que me irritam as árvores, e tenho dias que a minha própria sombra me irrita,
- O relógio de parede com a boca aberta e na sala de quinze em…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 13 junho 2011 às 18:44 — 2 Comentários
Chove torrencialmente e na rua as pedras transpiram pelas frestas da calçada, um roedor espreita-me de relance à entrada da sarjeta e tira-me as medidas, 1,75 m e 72 kg, estás tão magro Francisco, eu magro, não, sempre fui assim, e sempre fui assim, o roedor fixou-se em mim, não me admira, às vezes pergunto-me se eu terei mel porque as abelhas sempre à minha volta, e eu não flor, eu não mel, eu uma árvore onde poisam pássaros e cagam nos meus braços, sempre fui assim, os pássaros sempre…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 maio 2011 às 13:21 — Sem comentários
Não sei o que te dizer
Quando as nuvens mudam de cor
E no céu crescem rosas amargas,
Não sei o que te dizer
Sabendo eu que estás a sofrer,
E eu, aqui sentado,
Entretido com a pintura, e mergulhado na poesia…
E tu, limpando as lágrimas do sofrimento.
Não sei o que te dizer
Quando o teu corpo padece de mim
E nas minhas costas habitam fantasmas
De uma outra galáxia,
E personagens de…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 março 2011 às 18:21 — Sem comentários
Ele falava com as árvores e dizia que atravessava paredes, ele sentado junto a uma oliveira, fumava cigarros de enrolar e desesperava na esperança que um gavião lhe dissesse boa tarde.
E boa tarde nenhuma.
O poço junto a ele encolhido na saudade, e a saudade em passos apressados caminhando em sentido contrário ao dele, e quando chegava junto ao extremo da leira, acenava-lhe, e o António de mãos à abanar,
- que faço eu aqui sentado,
O filho escrevia frases na terra…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 19 fevereiro 2011 às 19:23 — Sem comentários
Sei que sofres a minha ausência
Quando as minhas plumas
Se evaporam
E diluem-se nas tuas mãos,
Sei que choras
E a tristeza alicerça-se nos teus ombros,
E as tuas lágrimas matam a sede do meu jardim.
Sei que sofro a tua ausência
Quando pego nas tuas pétalas
E elas em desânimo…
Olham para mim.
Sei que choras
E a tristeza alicerça-se nos teus ombros,
Sei que sofres e…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 15 fevereiro 2011 às 8:54 — Sem comentários
Não sei o que faço aqui
Quando os sonhos que sonhei
São fantasmas da noite
Sombras desalinhadas
Sombras onde vi
O rosto de uma rosa
Mal tratada
No silêncio das madrugadas.
Não sei o que faço aqui
E tão pouco percebo porque estou vivo
Porque me deixam alimentar
De rosas abandonadas,
Gosto das amarelas.
Não sei o que faço aqui
Aqui neste jardim em suspenso
No meio de rosas…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 14 fevereiro 2011 às 20:18 — Sem comentários
O que me dizem os teus olhos
Nas manhãs de inverno
Quando a geada em fios de seda
Se enrola no meu corpo
E as minhas mãos gélidas
Começam a fragmentar-se
Aos poucos no amanhecer
Como um relógio sem compasso…
Em repouso,
Como os segundos e os minutos
Perdidos na parede da sala,
Esquecidos de mim
E por mim,
O que me dizem os teus olhos
Ao fundo da rua
Lá longe e…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 31 janeiro 2011 às 19:01 — Sem comentários
Das sombras que a noite adormece
Construo sonhos nas nuvens
E das estrelas
Faço brincadeiras,
Coisas de meninos
Com as saudades da infância.
Das sombras faço pinturas
E aproveito os sorrisos
Para escrever poemas,
Pequenas travessuras
Insignificantes
Que só as sombras compreendem…
Das sombras que a noite adormece
Construo sonhos nas nuvens
Finto o luar que dentro de mim…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 24 janeiro 2011 às 18:55 — Sem comentários
Hoje, é-me permitido escrever
Tudo o que sinto,
E tal como ontem,
Hoje, acordei com a tua voz,
E tal como hoje,
Ontem, adormeci com as tuas palavras…
E hoje,
Novamente adormecerei com a tua voz,
Mas chegará o dia
Que tal como ontem,
E como hoje,
Não vou precisar de acordar com a tua voz
Nem tão pouco adormecer nas tuas palavras…
Porque chegará o dia
Que as tuas mão…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 janeiro 2011 às 18:44 — Sem comentários
O alicerce que me prende
À sombra que o amanhecer constrói
O silêncio em mim que nas palavras acende
O odor da juventude que dói,
Que em ti adormece,
E eu, sem corpo suspenso sentir,
Apenas em pó que a madrugada aquece
Num vaiar de cólera que me faz sorrir…
Sentir o alicerce que me prende
Na tua voz de amar
E na manhã acende
O alicerce que me prende ao…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 22 janeiro 2011 às 16:46 — Sem comentários
Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 janeiro 2011 às 16:24 — Sem comentários
A manhã acaba de acordar e as minhas mãos que se escondem na algibeira dos sonhos, adormecem, mas de soslaio, sinto que olham ao longe os malmequeres que bandeiam sob a neblina trazida pelo vento do outro lado do rio. Tenho a sensação, apenas a sensação, que junto ao rio uma alma morta brinca como se estivesse feliz,…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 2 janeiro 2011 às 22:43 — Sem comentários
Quem sou eu. Quem sou eu que caminha sob as distâncias percorridas, esquecidas, quem sou eu, de onde vim, quem sou eu, o eu, aquele que tinha medo do mar, eu que me escondia agarrado às pernas da minha mãe, quem sou eu, e o mar vinha até mim, brincava na minha mão nos fins de tarde, eu olhava para longe, ele, olhava…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 26 dezembro 2010 às 22:23 — Sem comentários
Tenho palavras que não digo
Tenho palavras que escrevo com prazer
Tenho palavras em lista de espera
Nas palavras que não sei escrever.
Palavras que me confundem
Palavras que não me deixam adormecer
Tenho palavras sem nexo
Suspensas no amanhecer.
Tenho palavras para todos os gostos
Tenho palavras para os casados solteiros e os que acabam de morrer
Tenho palavras em desgostos
Nas palavras de…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 13 dezembro 2010 às 8:31 — 2 Comentários
O rio encostava-se à margem direita, enquanto a menina de olhos verdes, com a sua mão de algodão, chapinava no sorriso dele. Ele, corria, estancava-se nos segundos que não andavam, e voltava a correr. Ela, não tinha medo.
- Pai, o que são gaivotas.
Voam.
- Pai, o que é voar.
São como as gaivotas.
Da luz reflectida nele, ela sonhava abraça-lo, brincar com as suas mãos, levá-lo talvez a passear onde ela se escondia à tardinha, depois de o silêncio adormecer…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 22:51 — Sem comentários
Os teus olhos dizem-me que amanhã não vai chover
E que o vento que guardo na minha mão
Que aprisiono com prazer
Vai levar-me ao teu coração,
Os teus olhos dizem-me que do luar
Uma criança vai crescer em nós,
Talvez duma flor que saltita no teu mar…
Talvez de um desejo saído da tua voz…
Talvez dos teus olhos que dizem o quanto me amas
Uma gaivota entre no amanhecer,
Baixinho, de sorriso em…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 18:53 — Sem comentários
Em segundos o braço recusou-se a escrever a palavra, amo-te.
A mão permanecia imóvel e deixou de responder aos estímulos do cérebro, parecendo uma sanguessuga à procura de sangue; agarrou-se à caneta de tinta permanente, firme, mais parecendo um pilar de betão plantado no pavimento. E enquanto ele se esforçava para escrever a palavra, amo-te, o braço e a mão, mergulhavam num silêncio exagerado, ausente, e quando o Sol aparecia pela janela da cabana talhada na fraga envelhecida da…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 12 dezembro 2010 às 16:14 — Sem comentários
Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 27 novembro 2010 às 19:18 — Sem comentários
Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 15 novembro 2010 às 8:28 — 2 Comentários
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