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Os socalcos que descem até ao rio

Aqui pelo Douro os socalcos começam a descer até ao rio,

O cigarro debruçado no peitoril da janela e ao longe o latir de um canino, os risquinhos dos taludes sobressaem das margens e as palavras disfarçadas de videira a correrem e a brincarem entre as linhas metódicas do silêncio,

Das silabas de uva acorda a saliva do amanhecer e a manhã em pedacinhos de árvore que balança contra os desejos do sol,

O rio segura com mãos trémulas os socalcos envenenados por fios de luz, o…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 30 setembro 2011 às 19:24 — Sem comentários

Os socalcos do Douro

Há os socalcos do Douro

E os socalcos da vida

Há a manhã a acordar

Dentro de um corpo em despedida

 

Numa mão a mendigar

Há os socalcos do Douro

Nos socalcos da vida

Uma rua sem saída

 

Uma videira a chorar…

Há os socalcos do Douro

E um rio que corre para o mar

Um vinho feito de ouro

 

Um vinho de encantar

Há os socalcos do Douro

E os socalcos da vida

Num rabelo a…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 agosto 2011 às 16:09 — Sem comentários

O rio abraçado ao mar

Solicitude magnética de um olhar

Quando o sol adormece na montanha

O rio abraçado ao mar

O rio que corre e ninguém o apanha,

 

O rio é o Douro

Engasgado nos socalcos da miséria,

 

Nas curvas dos carris cansa-se o comboio ensonado

Quase que dorme quase que engole a paisagem

Quase deitado

No leito da viagem,

 

O rio é o Douro

Engasgado nos socalcos da miséria,

 

O rio encurvado,…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 24 julho 2011 às 15:01 — Sem comentários

As amarras de tungsténio

As amarras que me prendem aos socalcos do Douro

E o meu corpo em silêncio

Afunda-se no rio

Como um pássaro martirizado no fim de tarde,

 

O xisto entranha-se nas fendas das minhas mãos

A secura nos lábios onde se escondem cigarros

E projectam a minha sombra na neblina,

Do meu peito uma voz esquisita

 

Trémula como a luz que as videiras absorvem

Espalha-se nos cachos em crescimento,

O meu corpo funde-se e fica…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 17 junho 2011 às 8:50 — Sem comentários

As lágrimas do vinho

Alice embrulhava-se nos socalcos virados para o rio, o Pedro que começava a gatinhar dentro de uma grade de madeira, e no tornozelo um cordel para não se perder no xisto incandescente das manhãs de verão, olhava a paisagem, e com os dedinhos fazia desenhos nas folhas verdejantes das videiras, sussurrava em soluços, que merda de vida vai ser a minha,

 

- Os meus avós desgastaram os ossos nos socalcos do douro, os meus pais, fotocópias dos meus avós, e eu…

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Adicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 junho 2011 às 11:14 — Sem comentários

TRAGO-TE

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Adicionado por OLDNEY LOPES em 29 abril 2010 às 18:53 — 1 Comentário

Das velhas noites e da nudez etérea ( Ao meu André e ao Recife Antigo)



Fotografia: Felipe Ferreira




*





Não sei se é algo em tua pele.



Mas desde o último vinho

restou algo balsâmico

na boca.



Um certo alívio.



E já que não posso

insinuar as ondas

nem tampouco

resvalar na atmosfera



Gostaria de mostrar,

quando me deito no chão,

o quanto Vênus exerce meu desejo

de ser deusa



- na tua… Leia Mais

Adicionado por Jessiely Soares em 9 setembro 2008 às 3:01 — Sem comentários

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