Rede Social Literária dedicada a divulgação de poesia e arte escrita
O marido por uma garrafa de vinho
Adicionado por mirna cavalcanti de albuquerque em 11 agosto 2012 às 1:12 — Sem comentários
Aqui pelo Douro os socalcos começam a descer até ao rio,
O cigarro debruçado no peitoril da janela e ao longe o latir de um canino, os risquinhos dos taludes sobressaem das margens e as palavras disfarçadas de videira a correrem e a brincarem entre as linhas metódicas do silêncio,
Das silabas de uva acorda a saliva do amanhecer e a manhã em pedacinhos de árvore que balança contra os desejos do sol,
O rio segura com mãos trémulas os socalcos envenenados por fios de luz, o…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 30 setembro 2011 às 19:24 — Sem comentários
Há os socalcos do Douro
E os socalcos da vida
Há a manhã a acordar
Dentro de um corpo em despedida
Numa mão a mendigar
Há os socalcos do Douro
Nos socalcos da vida
Uma rua sem saída
Uma videira a chorar…
Há os socalcos do Douro
E um rio que corre para o mar
Um vinho feito de ouro
Um vinho de encantar
Há os socalcos do Douro
E os socalcos da vida
Num rabelo a…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 23 agosto 2011 às 16:09 — Sem comentários
Solicitude magnética de um olhar
Quando o sol adormece na montanha
O rio abraçado ao mar
O rio que corre e ninguém o apanha,
O rio é o Douro
Engasgado nos socalcos da miséria,
Nas curvas dos carris cansa-se o comboio ensonado
Quase que dorme quase que engole a paisagem
Quase deitado
No leito da viagem,
O rio é o Douro
Engasgado nos socalcos da miséria,
O rio encurvado,…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 24 julho 2011 às 15:01 — Sem comentários
As amarras que me prendem aos socalcos do Douro
E o meu corpo em silêncio
Afunda-se no rio
Como um pássaro martirizado no fim de tarde,
O xisto entranha-se nas fendas das minhas mãos
A secura nos lábios onde se escondem cigarros
E projectam a minha sombra na neblina,
Do meu peito uma voz esquisita
Trémula como a luz que as videiras absorvem
Espalha-se nos cachos em crescimento,
O meu corpo funde-se e fica…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 17 junho 2011 às 8:50 — Sem comentários
Alice embrulhava-se nos socalcos virados para o rio, o Pedro que começava a gatinhar dentro de uma grade de madeira, e no tornozelo um cordel para não se perder no xisto incandescente das manhãs de verão, olhava a paisagem, e com os dedinhos fazia desenhos nas folhas verdejantes das videiras, sussurrava em soluços, que merda de vida vai ser a minha,
- Os meus avós desgastaram os ossos nos socalcos do douro, os meus pais, fotocópias dos meus avós, e eu…
Leia MaisAdicionado por Francisco Luís R. Fontinha em 10 junho 2011 às 11:14 — Sem comentários
Das velhas noites e da nudez etérea ( Ao meu André e ao Recife Antigo)

Adicionado por Jessiely Soares em 9 setembro 2008 às 3:01 — Sem comentários
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